Wednesday, July 15, 2009

Comentário ao post, Anónimo said: “Gostas mais de gajos ou de gajas?”

Pergunto-me porque que é que alguém que lê o meu blog (basicamente os meus amigos e família) se lembraria de me perguntar uma tal coisa?

E como eu não tenho mesmo mais nada para fazer da vidinha pensei nas seguintes hipóteses:

1. Alguém deste mundo ou de Marte quer saber se sou the L Word ou se desde gaiatinha sonho casar-me com o actor hot da minha série favorita.
2. Alguém que come cogumelos alucinogénicos ao pequeno almoço quer saber se gosto mais de ter amigos rapazes ou amigas raparigas
3. Uma amiga ou amigo finalmente decidiu comentar no meu blog e gozar comigo.
4. Uma das minhas amigas ganhou finalmente a coragem de me perguntar de forma indirecta porque é que eu cada vez que vejo uma mulher com alto par de mamas fico a olhar (resposta: porque as minhas são pequenas, dahhhhh!!!)
5. Um dos meus amigos rapazes decidiu perguntar isto a todas as gajas boas que ele conhecia (e isso tinha de me incluir? Ahhh pois claro). Só não percebo porque ficou anónimo: eu não me zango Zézinho!!!
6. Porque é realmente alguém que não me conhece e quer simplesmente fazer a pergunta só por fazer.

Será que acertei nalguma? Se acertei numa quando voltar a Portugal vou seguir o ritual semanal do meu avô Zé Joaquim e jogar no Euro Milhões.

Amor à segunda vista II


Cosa má fofa

Tuesday, July 14, 2009

Amor à segunda vista

Finalmente, após 2 meses, encontrei a minha alma gémea por estes lados do Oriente. A nossa história resume-se a isto:

Chego eu a casa por volta das 6 da tarde montada na minha lambreta e estava um bando de rapazes a jogar volei à porta de minha casa. Digo: Hello, e eles em uníssono respondem: Hello (riem-se com um comportamento típico de quem está a olhar para um chimpanzé num jardim zoológico. É que mesmo que eu seja escurinha eles ainda me vêem como um bicho raro). Vi-o ao longe de relance, ele estava quietinho a assistir ao jogo de volei. O click não foi imediato. Aproximei-me dele, sorrimos um para o outro, trocamos olhares. Havia outro ao lado dele que me parecia mais giro mas esse não mostrou grande interesse em mim por isso lá tive que me contentar com o mais rechonchudo.

Até já lhe vi a pilinha porque o irmão dele nesse dia deve ter misturado licor com o chá e fez o favor de o trazer sem calças nem cuecas. Mas, atenção ao pormenor: vinha com uma t-shirt das Turtle Ninja a dar pela cintura e umas sandálias de plástico com luzinhas que faziam barulho cada vez que ele punha a patinha no chão (quando eu for presidente do mundo a primeira lei que promulgo é fazer desaparecer essas invenções pouco ortopédicas inventadas por alucinados da cabeça).

Amanhã trago uma foto dele aqui ao blog.

Monday, July 13, 2009

Molhos


País vizinho da Tailândia, o Cambodia é também conhecido pelos SPAs (sim, esses oásis na terra que são o mais próximo que podemos vislumbrar do paraíso). Xinguei tanto a cabeça do meu husband to be: “Vá lá vem comigo, please, vais gostar, é massagens, tu gostas e vais ver, vais-te sentir relaxado. Não tenho ninguém com quem ir e só estás cá uma semana, please, please, please. Prometo que as raparigas são giras e tudo”. Face a esta última frase ele acabou por concordar em vir comigo depois de se ter certificado várias vezes que se alguém tinha mesmo que andar a tocá-lo iam ser só mulheres: “Uma coisa é certa, não quero que nenhum homem me faça massagens” disse ele.

Triunfante, eu quis ir ao SPA mais chique, lalala, bliblibli. Ofereciam montes de programas e eu escolhi um que tinha várias coisas lá dentro: massagem com hot stones, não sei o quê para os pés, tratamento de cara, etc e tal. Achei que aquela era a melhor oferta relação qualidade/preço.

Ele lá concordou com o que eu escolhi sem saber bem ao que vinha. Passado 10 minutos de massagem ouvi-o respirar fundo, achei que ele finalmente estava a relaxar e a gozar o momento. Passados mais 10 minutos, ele não resistiu e lá puxou conversa: “Estás bem?” E eu: “Sim, e tu?” Ele: “Estas pedras quentes queimam-me os pêlos das pernas. Tinhas-me dito que era massagem, eu não sabia que me iam pôr pedras a escaldar no corpo.”

Quando chegou a altura de lhe tocarem na cara os comentários aumentaram de intensidade: “Isto não é bem coisa de homem, não achas?” Eu na desportiva (e a pensar: porque será que os homens dão tanta importância ao que é ser homem ou não ser?) respondi: “Ahhh, é só once in a lifetime, enjoy!!!”

Passado uns minutos, eu pergunto: “Então como está a ser?” Ele: “Hummm, isto não é lá grande coisa. Puseram-me um molho na cara passaram-me uma toalha com água, puseram outro molho, passaram novamente com a toalha molhada e agora puseram-me este terceiro molho. É como se estivessem a preparar um hambúrguer ou coisa assim”.

Comentário final do menino: “Desperdício de dinheiro, sinto que já não tenho pêlos nas pernas porque foram todos queimados. Nunca mais me apanhas numa destas. Viste no fim? Puseram-me uma cena nos lábios, acho que era batôn!”

O que será que me aguarda quando ele pedir a recompensa por este sacrifício?
Beber cerveja e comer caracóis? Ir ver um jogo de futebol com gajos a arrotar a torto e a direito? Seja o que for, provavelmente mereço o castigo.

Miss Chica Esperta

Aqui há autocarros: são bons, relativamente rápidos, têm ar condicionado, às vezes cheiram a carne de porco cozida, param a cada 30 minutos para fazermos um chichizinho, têm televisão aos altos berros com Karaoke chinês e uns cortinados cor-de-rosa floridos para proteger do sol.

Mas ontem decidi apanhar um táxi local em vez de apanhar o autocarro. Pensei para mim: “por 7 USD faço 200 quilómetros, vou à hora que quero e chego mais rápido”.

A descrição da viagem de taxi resume-se a isto: íamos 7 num Toyota Corola (um carrinho pequeno). Éramos 4 atrás e 3 à frente (entenda-se que isto não era uma carrinha e que só havia 2 bancos à frente, não 3). O condutor partilhava o seu lugar com uma rapariga e mesmo agora, passado 24 horas, não consigo perceber como é que ele conseguia conduzir com mais de metade do rabo enfiado algures ali no meio dos 2 bancos da frente (já para não falar como ele conseguia pôr as mudanças). A senhora que ia ao meu lado era rechonchuda (gorda vá, a dar para o balofa para não dizer obesa – o Gato Fedorento ainda passa em Portugal?). O carro cheirava a chulé em fermentação. O homem parou umas trezentas vezes para fazer sei lá o quê, deixou cada alminha à porta de casa e eu fui a última das alminhas. A viagem durou 3 horas. Yupiiiiiiiii!
O condutor é o que está sentado no meio, do lado esquerdo estava uma rapariga e do lado direito um homenzinho que ia todo refastelado porque aparentemente tinha pago por 2 lugares e por isso tinha na verdade direito a um lugar só para ele. O resto de nós, comuns mortais, tinha direito a meio lugar.

Friday, July 3, 2009

Eu gosto de mamar nos peitos da Cabritinha


Porque eu defendo a cultura popular portuguesa, fica aqui a correcção ao meu blog passado. Não é eu gosto de chupar os peitos da cabritinha. É mamar (obrigada Nokitas)!!!

Aiiii, tenho saudades da Feira dos Enchidos de Monchique: músiquinha há maneira, muita festa, bolo de tacho, carninha (que eu não como mas que cheiro), velhinhas á maneira, velhotes á maneira e pronto é basicamente isso... Alguém quer completar a descrição da Feira dos Enchidos? é que eu não me lembro assim de mais nada! Ahhh sim, já sei: quando em vez do Quinzinho vem a Mónica Sintra, as Bombocas e outras girls band, há também gajas boas (entenda-se por isto ter mamas grandes) e gajos menos bons a babar pra cima delas. Pronto é tudo!

Wednesday, July 1, 2009

Afina a garganta meu cantor

É indescritível a música aqui neste país. É que não sabem cantar, têm aquelas vozinhas muito desafinadas e agudinhas, hummm coisinha boa, até me dá um arrepiozinho nas costas.

O pior é mesmo a música que se canta nos templos e nas mesquitas (sim porque eles andem ai e traguem ovos) – põem-na aos altos berros ás 7 da manhã com ALTIFALANTES!!! Mas será que eles não percebem que Deus, Buda e Alá também tem ouvidos e gosto musical? E que essa musiquinha ranhosa é mais uma ofensa aos deuses que uma oferenda?